A importância do teatro

Você  já  parou  para  observar  o  mundo  que  está  a  sua   volta? Nas  ficções ambulantes que sempre encontramos   nos amigos que gostam de inventar uma boa estória; no  vizinho que faz questão de lhe cortejar com a manchete   mais fresca do bairro; ou no feirante que clama com a certeza de que o  mundo inteiro está lhe ouvindo?

É com esse olhar  curioso que vamos buscar a beleza das  coisas  simples  da  vida  e desmanchar  a  ideia  de  que  teatro  é  um  “bicho  de  oito cabeças”. Pois  teatro é arte e arte é simplesmente nossa vida. É  isso  mesmo,  teatro  são  os  melhores  momentos  da  nossa  vida  transferidos para o “palco”.

No  dia-a-dia,  vira  e  mexe  nós  estamos  vivendo  tragédias  e  comédias. Seria loucura dizer que teatro rima com imitação, se a célula do teatro não fosse a imitação do ser, do mel e da melancolia, da dor e  da doçura, das comédias e tragédias do nosso dia-a-dia.

Considerando a mágica essência da arte, talvez o  teatro  fosse o  caminho  de  uma  sociedade  melhor,  mais  fraterna.  Talvez  seria imitando o ser que passaríamos a compreender o que está por trás do mel e da melancolia das pessoas. É através desse mergulho  teatral ,de  imitações.que vamos  casar  com a esperança e nos divorciar do preconceito  e  da  intolerância.  Levantar a  sensação  de  que  a  vida  é uma grande metáfora, ou seja, UM GRANDE PALCO ILUMINADO

Tendo  ressaltado aqui a importância do teatro como instrumento instigar e buscar um entendimento sobre o nosso modo de vida, os alunos do ensino médio (noturno) tiveram a oportunidade  através do projeto da companhia Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, no ultimo dia 29, de assistir o espetáculo “Um Verdadeiro Cowboy” dirigido por Liane Venturella e encenado por Roberto Oliveira, Elisa Heidrich e Marcelo Johann .

A peça
UM VERDADEIRO COWBOY traz ao palco um velho (Roberto Oliveira) que acaba de perder sua esposa e antevê a sua própria solidão e abandono. Sua filha (Elisa Heidrich) aparece algumas vezes para cuidá-lo, evidenciando uma relação altamente conflituosa e problemática (refletindo a rede das relações humanas). Quando o velho se encontra no ápice da sua solidão e lhe parece sobre-humana a dificuldade de continuar vivendo, aparece na sua frente uma figura fantástica: o cowboy John Wayne (Marcelo Johann). Esta possibilidade de escapar pela via da fantasia traz vida ao velho, e enche a montagem de leveza e comicidade. A peça aborda, de forma tocante e agradável, temas tão difíceis como a velhice e a morte.

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